quarta-feira, 13 de maio de 2009
Manual de Agroecologia - Ministério do Desenvolvimento Agrário
O livro traz informações sobre os tipos de SAFs mais praticados na Mata Atlântica, noções de implantação e também viabilidade financeira, entre outros tópicos.
Embora não seja a expertise do LERF, recomenda-se a leitura, por ser um documento de referência no tema.
Pode-se fazer download do documento na íntegra, em pdf, no endereço:
http://bemtevi.riseup.net/~agroecologia/Manual_agroflorestal_da_mata_atlantica.pdf
sábado, 9 de maio de 2009
Mais sobre Cerrado!
Complementando a notícia muito bem-vinda da nossa colega Cris, do longínquo e gélido Canadá, mais uma notícia boa para o Cerrado paulista.
"No período de
O evento terá apresentação de palestras e debates de abordagens, divididos em quatro grupos temáticos, conforme programação disponível nos sites do Instituto de Botânica (www.ibot.sp.gov.br), Instituto Florestal (www.iflorestal.sp.gov.br) e/ou Instituto Geológico (www.igeologico.sp.gov.br). Estes grupos serão compostos por número restrito de convidados, que discutirão sobre temas específicos, buscando apontar problemas, diretrizes e prioridades que subsidiem a execução de pesquisa ambiental em áreas do Cerrado paulista, visando o aprimoramento de políticas públicas para o bioma cerrado."
sexta-feira, 8 de maio de 2009
Lei de Proteção ao Cerrado - SP
A Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo acaba de aprovar a Lei de Proteção ao Cerrado. É a primeira vez que um Estado da nação cria uma lei específica para este tipo de bioma. Com isso, o estado de São Paulo passa a ter critérios mais severos que o próprio Código Florestal Brasileiro no que diz respeito à utilização e preservação do Cerrado.
Em um momento em que se discute a polêmica legislação florestal própria criada pelo Estado de Santa Catarina, a aprovação desta Lei no estado de São Paulo demonstra a preocupação em garantir a sobrevivência deste bioma severamente ameaçado. Atualmente, o Estado possui somente 0,84% de área de Cerrado – equivalente a 211 mil hectares -, ante a ocupação original de 14% do território paulista – 3,4 milhões de hectares.
Em 11 de setembro de 2008, data de comemoração do Dia Nacional do Cerrado, a secretaria estadual do Meio Ambiente - SMA já havia demonstrado que pretendia endurecer a lei para garantir a preservação do bioma ameaçado, época em que publicou uma resolução que suspendia por seis meses a supressão de vegetação em áreas de Cerrado.
Com a nova lei ficam mais rígidas as restrições nos licenciamentos em áreas de Cerrado, ficando proibidas qualquer tipo de intervenção em áreas de Cerradão - vegetação com mais de 90 % de cobertura do solo - e Cerrado Strictu-sensu - vegetação que apresenta estrato descontínuo, composto por árvores e arbustos geralmente tortuosos.
terça-feira, 5 de maio de 2009
Material sobre Pagamento por Serviços Ambientais
http://www.mma.gov.br/sitio/index.php?ido=conteudo.monta&idEstrutura=72&idConteudo=8700&idMenu=9407
uma série de palestras ministradas no recente Seminário Nacional sobre Pagamentos por Serviços Ambientais.
A idéia é que o grupo de especialistas aperfeiçoe projeto de lei referente ao tema, a ser discutido na Câmara dos Deputados.
segunda-feira, 4 de maio de 2009
LERF ministra curso de capacitação em Pernambuco
Usina do Grupo EQM desenvolve ações para preservar a Mata Atlântica
Visitantes são alunos de curso de capacitação em “Adequação Ambiental de Propriedades Rurais e Atividades de Restauração”
04/05/2009 - Folha de Pernambuco
DALTON TORRES
Funcionários e técnicos de usinas de Pernambuco, Paraíba e Alagoas, de Suape, do CPRH, da Sectma, do IPA, do Promata, além de alunos de graduação e pós-graduação da UFPE e técnicos de ONGs locais, participantes do curso de capacitação “Adequação Ambiental de Propriedades Rurais e Atividades de Restauração” visitaram, terça-feira, o viveiro de mudas da Usina Cucaú, no município de Rio Formoso, Zona da Mata Sul de Pernambuco.
A usina integra o Grupo EQM, presidido pelo empresário Eduardo Monteiro, que administra seus empreendimentos com um conceito voltado para a responsabilidade social, ambiental e de utilização de tecnologia de ponta, com forte atuação no agronegócio. Inserida nesse contexto, a usina Cucaú
mantém um viveiro com produção de mudas originais de espécies da Mata Atlântica, visando recompor a mata ciliar e permitir o replantio.
A ação da Usina Cucaú recompôs expressiva parte da vegetação nativa, resgatando ainda animais e aves consideradas desaparecidas. Por ser referência nacional em preservação da Mata Atlântica, a usina Cucaú foi
objeto de estudo do curso, que é patrocinado pelo Centro de Pesquisas Ambientais do Nordeste (Cepan) em parceria com a Conservação Internacional-Brasil e o Laboratório de Ecologia e Restauração Florestal (LERF) da Universidade de São Paulo (USP).
O curso trata da avaliação prévia das propriedades, fornecendo parâmetros para decisões de sua compra ou arrendamento, além da realização do diagnóstico ambiental de unidades de produção e suas caracterizações.
Mais: a definição de ações de recuperação de cada situação do zoneamento ambiental com foco na indução e manejo do potencial de regeneração natural dessas áreas; a escolha das espécies a serem usadas na recuperação; a marcação de matrizes para a coleta de sementes e produção de mudas nativas,
e a implantação, manutenção e monitoramento de áreas restauradas.

Equipe utiliza técnicas modernas e apropriadas
Os visitantes foram recebidos pelo gerente corporativo e agrícola do Grupo EQM, Heleno Barros, junto com a gerente de meio ambiente, Sônia Roda. À frente dos visitantes, o engenheiro agrônomo, mestre e doutor com especialização em Restauração Florestal, André Gustavo Nave, que desenvolve projetos para o LERF. “Viemos à Cucaú porque aqui está instalado este viveiro modelo, exemplar, muito apropriado para que os alunos conheçam, na prática, como acontece a coleta das sementes e o desenvolvimento das mudas”, revelou.
“Relevamos a troca de informações, de conhecimentos e experiências, porque isso enriquece nossas ações”, declarou Barros. Sônia Roda argumentou que “a equipe se esforça para trabalhar da melhor forma no viveiro, utilizando técnicas modernas e apropriadas. Procuramos atrair a visitação de diferentes públicos, principalmente da área técnica. Cucaú tem mapeado toda uma área para reflorestamento ao longo dos corpos d´água das suas propriedades, possui um banco de dados das espécies florestais destinadas a esta atividade e uma boa estrutura para produção de mudas. O viveiro é um local para atividades de educação ambiental de escolas locais, funcionários da empresa e comunidade local, e também é um espaço para promover encontros técnicos voltados à restauração florestal, como o que aconteceu nesta visita. Aqui trocamos informações que nos enriquece com mais conhecimentos”. No seu próximo e último módulo, os alunos ficarão capacitados a planejar e reflorestar de forma mais técnica e adequada a Região.
quinta-feira, 30 de abril de 2009
Workshop sobre Reservas Legais
Nos dias 25 e 26 de Junho de 2009 será realizado, no município de Itirapina-SP, o workshop “Reservas Legais: experiências e perspectivas de pesquisa e gestão utilizando o mecanismo de compensação”, no Centro de Recursos Hídricos e Ecologia Aplicada – CRHEA da Escola de Engenharia de São Carlos – EESC, Universidade de São Paulo – USP.
Mais informações podem ser obtidas pelo site do evento http://www.shs.eesc.usp.br/
quarta-feira, 29 de abril de 2009
Matemática da terra
O LERF, através do Prof. Ricardo Rodrigues, ajudou a mostrar argumentos contrários a essa afirmação, lembrando que as Reservas Legais podem ser manejadas para produção, através de espécies nativas, e que além disso há várias áreas abandonadas em propriedades agrícolas que, com um pouco de trabalho e boa vontade, podem, a partir de um zoneamento agrícola, ajudar a compor as Reservas Legais sem prejuízos exorbitantes para a produção agropecuária.
Vejamos nos dias seguintes os resultados disso.
"Começa hoje mais uma ofensiva dos ruralistas contra o Código Florestal. Desta vez, a arena é o Congresso Nacional, onde o setor desmatador tem representantes de peso. Reportagem de Daniela Chiaretti no Valor (aqui, só para assinantes) dá conta de que a senadora Kátia Abreu (DEM-TO), presidente da Confederação Nacional da Agricultura, organizou uma espécie de audiência para debater a lei ambiental.
A "pièce de résistance" do convescote será um estudo preparado por Evaristo de Miranda, da Embrapa Monitoramento por Satélite, que dá conta de que o Brasil tem pouca terra para ampliar sua produção. Excluindo unidades de conservação, terras indígenas e reserva legal, sobram "menos de 30%" do país para ocupação agrícola. Um drama para um país que precisa expandir sua produção de alimentos e, claro, de biocombustíveis. Não é?
Mas examinemos agora os números absolutos. Não é o caso nem de entrar no mérito do estudo, nem de apontar que o ministro Reinhold Stephanes, chefe de Miranda, apresenta ao público uma conta ligeiramente diferente (cerca de 33%). Nem de ressalvar que nem toda área protegida é intocável ou, como lembrou a senadora Marina Silva, o país tem um montão de terras agricultáveis abandonadas a recuperar (coisa que a Embrapa não se propõe a fazer). Vamos aceitar a cifra de Miranda: 29% do país está à disposição da agricultura. Quanto dá isso?
Dá... uma Argentina! Incluindo os Andes, os desertos e os pedrais da Patagônia. São 2,4 milhões de quilômetros quadrados. OK, a Argentina é um pouco maior: 2,7 milhões de quilômetros quadrados. Excluamos então os pedrais da Patagônia, e talvez os campos de gelo. Os ruralistas estão reclamando porque o Brasil só tem o equivalente a UMA ARGENTINA para produzir. A Argentina é o oitavo maior país do mundo.
Ora, não me consta que os agricultures da Argentina (que, vale lembrar, também é uma das principais potências agrícolas do planeta) reclamem de falta de terra, ou que tenham tentado anexar o Uruguai porque, "che, chabón, la Argentina es tán chiquita".
E por que, em nome de Jesus, a lógica ruralista insiste em igualar expansão de produção a expansão de terras e não de produtividade? Resquício de Brasil Colônia?"
Extraído de: http://laboratorio.folha.blog.uol.com.br