sexta-feira, 28 de novembro de 2008
Revista Natureza & Conservação on-line
http://internet.boticario.com.br/portal/site/fundacao/menuitem.59fac184217a566ee4e25afce2008a0c?epi_menuGrafico=Educacao_Mobilizacao&item_Menu=3
sábado, 22 de novembro de 2008
SEMUFLOR - Simpósio Brasileiro sobre Sementes e Mudas Florestais
A expectativa foi correspondida apenas em parte. Qual não foi nossa surpresa quando constatamos que de simpósio o evento não tinha nada. Era na verdade um tipo de workshop, pois os participantes foram na verdade consultados sobre sugestões de padronização de produção de sementes, manejo e tecnologia de sementes e produção de mudas florestais. Nunca vi pagar para ser consultado...
Afora esse pequeno detalhe, até que deu para aprender um pouco, mas sem chegar a conclusões. A Comissão de sementes e mudas, ligada ao Ministério da Agricultura (MAPA), quer, a partir desse evento, complementar informações geradas nos últimos 3 anos para formatar instruções normativas sobre o assunto. Cerca de 15-20 espécies de cada bioma serão inicialmente padronizadas, e as discussões entrarão no ano de 2009. Por sorte (e insistência dos participantes) o discurso inicial mudou. Inicialmente indicava-se que a comissão organizadora queria que o evento fosse uma contribuição final para essas normas, mas formaram-se grupos que irão discutir esses padrões ao longo dos próximos meses. Dizem que tudo isso será disponibilizado inicialmente no site do evento (http://www.semuflor.com.br/) e no site do MAPA.
Vamos ficar de olho!! A intenção se dúvida alguma é muito boa, e acho que no fim tudo dará certo. O bom das instruções normativas é que elas podem ser atualizadas com mais agilidade, de 2 em 2 anos, por exemplo. Mas que esse evento deixou a desejar, principalmente pela falta de comunicação correta, ah isso deixou...
quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Trechos isolados de Mata Atlântica abrigam menos espécies de plantas e de animais
Maria Guimarães
Edição Impressa 153 - Novembro 2008
Pesquisa FAPESP -
Ao norte de Alagoas, já na divisa com Pernambuco, o pequeno município de São José da Laje abriga uma centenária usina de açúcar e álcool que nos últimos anos tem funcionado como um importante laboratório natural. É a Usina Serra Grande, que ocupa uma área de 20 mil hectares nos quais diversos trechos de Mata Atlântica encontram-se imersos na paisagem dominada pela cana. Nessa propriedade a equipe do ecólogo Marcelo Tabarelli, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), encontrou o lugar ideal para investigar como a transformação de uma vasta área contínua de mata em trechos isolados de floresta – efeito chamado pelos ecólogos de fragmentação – afeta diferentes espécies de plantas e animais.
Os levantamentos da equipe do zoó-logo Rossano Mendes Pontes, também da UFPE, confirmam entre os animais a mesma tendência observada com as espécies de árvores. O grupo espalhou armadilhas para a captura de mamíferos pelas matas da Usina Serra Grande e constatou que nenhum dos fragmentos abriga toda a diversidade de mamíferos. Assim como as plantas, só roedores mais generalistas conseguem sobreviver em boa parte das menores ilhas de mata.Nem sempre adianta ter asas para circular entre ilhas de floresta. Estudos realizados em trechos de Mata A-tlântica na Região Sudeste do país vêm mostrando que também as aves sofrem o impacto da fragmentação. Como parte de um projeto integrante do programa Biota/FAPESP e de uma colaboração com pesquisadores da Universidade de Friburgo, na Alemanha, a equipe do ecólogo Jean Paul Metzger, da Universidade de São Paulo, vem investigando o comportamento de diversas espécies de aves na reserva de Morro Grande, no planalto de Ibiúna, a 40 quilômetros da cidade de São Paulo.sexta-feira, 31 de outubro de 2008
IPCC e Mudanças Climáticas Globais
Estiveram presentes autoridades como Prof. Martin Perry (ex Co-presidente do IPCC; foi Co-presidente durante o Grupo 2 do IPCC no Quarto Relatório de Avaliação de 2007; Imperial College London), o atual Co-presidente do IPCC do Grupo 2 no Quarto Relatório de Avaliação de 2008 Prof. Vicente Barros (Prof. Emérito do Departamento de Ciências Atmosféricas da Universidade de Buenos Aires; Argentino) e o coordenador do Programa FAPESP de Pesquisa em Mudanças Climáticas Globais, Carlos Nobre.
Carlos Nobre intermediou as conversas, perguntas e fez a apresentação dos palestrantes. As palestras ministradas foram: Impacts of climate change: the challenge for adaptation and mitigation (Prof. Martin Perry) e Climate change and adaptation in Southern South America (Prof. Vicente Barros).
Bom, envio esse e-mail com algumas anotações e compilações de dados apresentados durante o evento, pois acho que todos devem saber a atual situação do aquecimento global e suas consequências para o ser humano.O quadro que já não era favorável se tornou ainda pior!! Antes o IPCC colocava que tinhamos que reduzir as emissões de Gases do Efeito Estufa (GEE) em 50% até 2050 (3%/ano), o que não vinha acontecendo. Mas com o Quarto Relatório de 2007, esse número sobe para 80%, o que significa que temos 40 anos para reduzir as emissões de GEE quase total, e segundo Nobre, essa porcentagem pode ser ainda subestimada, ou seja, otimista demais.
Mas, o pior é que essa redução de 80% das emissões não é para que não tenhamos consequências severas para o planeta e o aquecimento global pare, e sim para que atinjamos a meta de manter o aquecimento em "apenas" 2 graus célcius em relação ao período pré-industrial (quadro mais otimista), ou seja, 1,4 graus a mais do que atualmente, uma vez que já vivemos em um planeta 0,6 graus célcius mais quente do que antes das indústrias, o que já acarretaria em uma série de sérios danos ao ser humano segundo os modelos do IPCC.
Em suma, precisamos reduzir em 80% para que os danos sejam os menos severos possíveis e atinjamos o quadro mais otimista dos modelos do IPCC, o que na minha opinião é meio impossível em 40 anos se continuarmos dando a importância que os governos vêm dando. Detalhe que os modelos não prevêm a degradação que acontece e se intensificará com o aquecimento aos sistemas capturadores de CO2, como os oceanos e florestas.
Algumas das principais conclusões do IPCC apresentada foram:
- O aquecimento global e as mudanças climáticas estão acontecendo e são ligados à emissão de GEE inequivocadamente, principalmente CO2;
- Alguns impactos já ocorrem atualmente e futuros impactos severos serão inevitáveis;
- Necessário reduzir em 80% as emissões de GEE para atingir o quadro mais otimista do IPCC e evitar danos astronômicos ao planeta;
- Muito importante é a busca por adaptação às mudanças e os impactos futuros;
- Os impactos mais importantes serão na disponibilidade de água;
- O segundo grande impacto será aos ecossistemas, com perdas astronômicas de biodiversidade, algo como 25% das spp. de Cerrado e 45% das árvores da Amazônia;
- O terceiro grande impacto será na produção de alimento;
- O quarto impacto será o aumento do nível do mar e de tufões e chuvas fortes e volumosas;
- As regiões mais atingidas serão: África, mega deltas Asiáticos, pequenas ilhas e o Ártico. Na América do Sul, o Nordeste do Brasil;
- Populações mais atingidas: pobres, crianças, idosos e marginalizados;
- Eventos como a onda de calor de 2003 que atingiu a Europa em agosto e matou milhares de pessoas serão comuns, algo como ano sim, ano não, e devemos nos adaptar para evitar mortes, o que estamos aprendendo relativamente bem.
Bom, espero ter compilado as principais informações que absorvi durante o evento do dia 30/10/2008. Estou um tanto quanto pessimista com esse quadro, espero que as autoridades governamentais mundiais, ao lerem o Quarto Relatório de 2007 do IPCC, tomem as devidas providências para que o pior não aconteça!! Não consigo imaginar o que será difícil viver com falta de água, comida, migrações de milhares de pessoas pobres pelo mundo, mas o pior, a perda da vida do planeta, da biodiversidade, que durante bilhões de anos se adaptou a viver aqui na Terra, deu origem a uma infinidade de espécies cada qual com suas belas características e tem o direito de aqui permanecer e continuar sua jornada adaptativa. Imaginem perdermos 45% das espécies arbóreas da Amazônia, me dá um aperto no coração, sinceramente!
Grande abraço a todos!!
quinta-feira, 30 de outubro de 2008
Latin American Landscape Ecology Conference
Precisamos nos programar para ver as possibilidades de envio de trabalhos através do Programa de Adequação Ambiental, especialmente as análises que o Leandro Tambosi está fazendo.
Voltaremos a nos falar!
quarta-feira, 29 de outubro de 2008
Minuta de resolução da SMA para consulta pública
Minuta para orientação da compensação de gases de efeito estufa está disponível para consulta.
A Secretaria Estadual do Meio Ambiente - SMA disponibilizou, a partir de 13.10, a minuta da resolução que estabelece orientação para projetos voluntários de reflorestamento para compensação de emissões de gases de efeito estufa.
O texto ficará disponível para sugestões e complementações num período de 30 dias. A resolução foi elaborada dentro do Projeto Ambiental Estratégico Mata Ciliar e objetiva criar instrumentos que viabilizem o reflorestamento de 1,7 milhão de hectares no Estado de São Paulo. Com a medida o índice de cobertura florestal nativa pode ser elevado para, no mínimo, 20%.
As sugestões devem ser encaminhadas para o e-mail cbrn@ambiente.sp.gov.br
Para acessar a minuta:
http://www.ambiente.sp.gov.br/
sábado, 25 de outubro de 2008
Problemas ambientais na Austrália
http://www.abc.net.au/4corners/content/2008/20081020_water/interviews.htm
Abraços!