Fornecedores de cana da região de Catanduva assinam protocolo para adequação ambiental de áreas destinadas a reserva legal
Os produtores rurais de São Paulo se anteciparam a obrigatoriedade de recuperação de áreas de preservação permanente e regularização de reserva legal de suas propriedades. Representantes da Associação dos Fornecedores de Cana da Região de Catanduva (AFCRC) assinaram com o secretário estadual do Meio Ambiente, Xico Graziano um protocolo de intenções, no qual assumem o compromisso de acabar com o passivo ambiental nas propriedades.
Pelo documento a entidade, reunindo cerca de 1000 fornecedores de cana que produzem em aproximadamente 80 mil hectares de cana, tem a necessidade de averbar 20 mil hectares para efeito de reserva legal. “Como na maioria dessas propriedades já existe algum tipo de fragmento de mata, trabalhamos com a meta de disponibilizar cerca de 25 mil hectares, tanto para regularizar Áreas de Preservação Permanentes (APPs), como áreas que serão destinadas à reserva legal”, explicou o presidente da AFRCR, João Pedro Gomieri.
A iniciativa é inovadora, sendo a primeira no Estado de São Paulo. “Enquanto os grandes representantes do agronegócio nacional aguardam que suas bancadas na Câmara e no Senado Federal consigam alterar a legislação, no sentido de flexibilizar o cumprimento do Código Florestal, nós resolvemos nos antecipar”, afirmou Gomieri. Para Graziano a atitude vai ajudar na conscientização. “Outros agricultores poderão se espelhar e fazer o mesmo. Precisamos ter atitudes ecológicas e o agronegócio precisa ser parceiro da natureza”, comentou.
A adequação ambiental das propriedades é importante também porque os produtores não responderão civil e criminalmente pelo não cumprimento da legislação ambiental. Além disso, a iniciativa possibilitará que a decisão sobre a localização das reservas legais dos associados seja feita de forma integrada, com base em análises regionais e não em avaliações pontuais. “Isto garantirá que sejam tomadas decisões mais acertadas visando maximizar os benefícios ambientais das reservas, minimizando o conflito com a produção agropecuária”, acrescentou Graziano.
Protocolo
A AFCRC poderá adquirir ou indicar para a aquisição por seus associados, áreas para a regularização ambiental mediante a adoção do mecanismo de compensação da Reserva Legal em regime de condomínio, em três situações: em áreas recobertas por vegetação nativa situadas nas Zonas de Amortecimento de Unidades de Conservação de domínio público; áreas no interior de Unidade de Conservação de domínio público pendentes de regularização fundiária e áreas desprovidas de vegetação nativa consideradas prioritárias para o reflorestamento visando o incremento da conectividade segundo o Projeto BIOTA/FAPESP.
Para João Pedro Gomieri, esse investimento em adequação ambiental poderá chegar a R$100 milhões, considerando-se os desembolsos em regularização de APPs, aquisição de áreas, georeferenciamento, regularização fundiária e aquisição de mudas. “Esse montante virá de recursos dos próprios associados, de financiamentos através de linhas de créditos específicas”, afirmou.
Disponível em: http://www.ambiente.sp.gov.br/verNoticia.php?id=811
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
Prêmio Empreendedor Social 2009
Claudio e Suzana Padua vencem o Prêmio Empreendedor Social 2009
CÁSSIO AOQUI, da Folha de S.Paulo
Na semana em que o mundo volta as atenções para as discussões sobre o clima em Copenhague, um casal que há muito trabalha em campos como o do emprego verde e o de créditos de carbono ergue o troféu do Prêmio Empreendedor Social 2009, em São Paulo.
O administrador e biólogo Claudio Padua, 61, e a educadora ambiental Suzana Padua, 58, após concorrerem com outros 270 líderes sociais de todo o Brasil, sagraram-se o primeiro casal a vencer o concurso, em cerimônia apresentada por Antonio Nóbrega e Pasquale Cipro Neto agora à noite, no Masp (Museu de Arte de São Paulo).
"É uma honra e uma responsabilidade porque aumenta o poder da nossa voz para falar sobre a necessidade de integrar a sociedade, a economia e a ecologia", comemorou Claudio, logo após o anúncio dos vencedores, para uma plateia de 230 convidados, entre representantes do terceiro setor, empresários, acadêmicos, jornalistas, políticos e artistas. "Fiquei muito feliz principalmente ao saber que sou a primeira mulher a receber o prêmio. A mulher tem um potencial muito grande que muitas vezes não é reconhecido", emocionou-se Suzana.
A dupla de cariocas fundou, em pleno ano da Eco-92, o Ipê (Instituto de Pesquisas Ecológicas), que desenvolve e dissemina modelos inovadores de conservação da biodiversidade com benefícios socioeconômicos para comunidades empobrecidas. O instituto beneficia diretamente mais de 10 mil pessoas com iniciativas como educação ambiental, pesquisas científicas, agroecologia e desenvolvimento de negócios sustentáveis, em seis regiões do Brasil: Nazaré Paulista e Pontal do Paranapanema, em São Paulo; Baixo Rio Negro, no Amazonas; Portel, no Pará; zonas costeiras do sul de São Paulo e norte do Paraná; e Pantanal, em Mato Grosso do Sul. Com um orçamento anual de R$ 6 milhões, tem mais de cem parceiros, entre empresas --como a Natura, a Alpargatas e o Grupo Martins--, governo e organizações do terceiro setor, nacionais e estrangeiras.
"A área de atuação dos vencedores não poderia ser mais apropriada dadas as negociações acontecendo exatamente agora em Copenhague. Embora as mudanças climáticas sejam uma forte ameaça, não identificamos empreendedores sociais suficientes com soluções inovadoras nesse campo", ressalta Mirjam Schoening, diretora sênior da Fundação Schwab.
Com a conquista, dedicada aos filhos e aos ipeanos, Claudio e Suzana contarão com visibilidade na mídia, troca de conhecimento e contatos com patrocinadores nacionais e internacionais. Participarão, com as despesas pagas, da Reunião Geral para a América Latina do Fórum Econômico Mundial, em Cartagena, na Colômbia, em abril de 2010, e do Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça. Nesses eventos, terão acesso a CEOs (principais executivos) de empresas multinacionais, presidentes e governantes de países e a outros membros da rede mundial de "Empreendedores Sociais de Destaque" da Fundação Schwab, que, com eles, tem 167 líderes em 38 países. Também contarão com benefícios especiais, como serviços de consultorias especializadas e bolsas de estudo totais ou parciais em instituições de primeira linha, como Harvard Business School, nos Estados Unidos, e Insead, na França.
"O prêmio vai ajudar a alavancar nosso trabalho e reforçará a parte educativa, além de dá visibilidade para a instituição", concluiu Claudio.
Finalistas
Nestes cinco anos de concurso, a Folha recebeu 1.244 inscrições, mas somente 39 empreendedores sociais foram certificados. Além de Claudio e Suzana, os finalistas chancelados pela organização do prêmio neste ano foram: Cláudia Cotes, da Vez da Voz (SP); Erika Foureaux, do Noisinho da Silva (MG); Francisco Alemberg de Souza Lima, o Alemberg Quindins, da Fundação Casa Grande Memorial do Homem Kariri (CE); Luiz Geraldo de Oliveira Moura, do Nepa (Núcleo de Ensino e Pesquisa Aplicada/CE); Nicolau Priante Filho, da Coorimbatá (Cooperativa dos Pescadores e Artesãos de Pai André e Bonsucesso/MT); Rodrigo Castro, da Aliança da Caatinga, Asa Branca e Associação Caatinga (CE); e Rosana Bianchini, do Instituto Kairós (MG).
Matéria na íntegra: http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u664358.shtml
CÁSSIO AOQUI, da Folha de S.Paulo
Na semana em que o mundo volta as atenções para as discussões sobre o clima em Copenhague, um casal que há muito trabalha em campos como o do emprego verde e o de créditos de carbono ergue o troféu do Prêmio Empreendedor Social 2009, em São Paulo.
O administrador e biólogo Claudio Padua, 61, e a educadora ambiental Suzana Padua, 58, após concorrerem com outros 270 líderes sociais de todo o Brasil, sagraram-se o primeiro casal a vencer o concurso, em cerimônia apresentada por Antonio Nóbrega e Pasquale Cipro Neto agora à noite, no Masp (Museu de Arte de São Paulo).
"É uma honra e uma responsabilidade porque aumenta o poder da nossa voz para falar sobre a necessidade de integrar a sociedade, a economia e a ecologia", comemorou Claudio, logo após o anúncio dos vencedores, para uma plateia de 230 convidados, entre representantes do terceiro setor, empresários, acadêmicos, jornalistas, políticos e artistas. "Fiquei muito feliz principalmente ao saber que sou a primeira mulher a receber o prêmio. A mulher tem um potencial muito grande que muitas vezes não é reconhecido", emocionou-se Suzana.
A dupla de cariocas fundou, em pleno ano da Eco-92, o Ipê (Instituto de Pesquisas Ecológicas), que desenvolve e dissemina modelos inovadores de conservação da biodiversidade com benefícios socioeconômicos para comunidades empobrecidas. O instituto beneficia diretamente mais de 10 mil pessoas com iniciativas como educação ambiental, pesquisas científicas, agroecologia e desenvolvimento de negócios sustentáveis, em seis regiões do Brasil: Nazaré Paulista e Pontal do Paranapanema, em São Paulo; Baixo Rio Negro, no Amazonas; Portel, no Pará; zonas costeiras do sul de São Paulo e norte do Paraná; e Pantanal, em Mato Grosso do Sul. Com um orçamento anual de R$ 6 milhões, tem mais de cem parceiros, entre empresas --como a Natura, a Alpargatas e o Grupo Martins--, governo e organizações do terceiro setor, nacionais e estrangeiras.
"A área de atuação dos vencedores não poderia ser mais apropriada dadas as negociações acontecendo exatamente agora em Copenhague. Embora as mudanças climáticas sejam uma forte ameaça, não identificamos empreendedores sociais suficientes com soluções inovadoras nesse campo", ressalta Mirjam Schoening, diretora sênior da Fundação Schwab.
Com a conquista, dedicada aos filhos e aos ipeanos, Claudio e Suzana contarão com visibilidade na mídia, troca de conhecimento e contatos com patrocinadores nacionais e internacionais. Participarão, com as despesas pagas, da Reunião Geral para a América Latina do Fórum Econômico Mundial, em Cartagena, na Colômbia, em abril de 2010, e do Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça. Nesses eventos, terão acesso a CEOs (principais executivos) de empresas multinacionais, presidentes e governantes de países e a outros membros da rede mundial de "Empreendedores Sociais de Destaque" da Fundação Schwab, que, com eles, tem 167 líderes em 38 países. Também contarão com benefícios especiais, como serviços de consultorias especializadas e bolsas de estudo totais ou parciais em instituições de primeira linha, como Harvard Business School, nos Estados Unidos, e Insead, na França.
"O prêmio vai ajudar a alavancar nosso trabalho e reforçará a parte educativa, além de dá visibilidade para a instituição", concluiu Claudio.
Finalistas
Nestes cinco anos de concurso, a Folha recebeu 1.244 inscrições, mas somente 39 empreendedores sociais foram certificados. Além de Claudio e Suzana, os finalistas chancelados pela organização do prêmio neste ano foram: Cláudia Cotes, da Vez da Voz (SP); Erika Foureaux, do Noisinho da Silva (MG); Francisco Alemberg de Souza Lima, o Alemberg Quindins, da Fundação Casa Grande Memorial do Homem Kariri (CE); Luiz Geraldo de Oliveira Moura, do Nepa (Núcleo de Ensino e Pesquisa Aplicada/CE); Nicolau Priante Filho, da Coorimbatá (Cooperativa dos Pescadores e Artesãos de Pai André e Bonsucesso/MT); Rodrigo Castro, da Aliança da Caatinga, Asa Branca e Associação Caatinga (CE); e Rosana Bianchini, do Instituto Kairós (MG).
Matéria na íntegra: http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u664358.shtml
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
Fim do Desflorestamento na Amazônia
Em artigo na Science, cientistas do Brasil e dos Estados Unidos destacam oportunidade histórica para acabar com o desflorestamento na Amazônia brasileira.
Agência FAPESP – O surgimento de duas oportunidades históricas pode diminuir e até mesmo acabar com o processo de desflorestamento na Floresta Amazônia. A constatação está em artigo publicado por cientistas do Brasil e dos Estados Unidos na nova edição da revista Science.
Daniel Nepstad, do Woods Hole Research Center (Estados Unidos), da Universidade Federal do Pará e do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia, e colegas discutem as duas oportunidades que não podem ser perdidas.
A primeira é o compromisso do governo federal brasileiro, anunciado em 2008, de reduzir o desflorestamento na Amazônia em 80% até 2020. Iniciativa que conta com apoio das Nações Unidas e da Noruega, que se comprometeu a doar até US$ 1 bilhão para o Fundo Amazônia.
Gerido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o fundo tem por finalidade captar doações para investimentos não-reembolsáveis em ações de prevenção, monitoramento e combate ao desmatamento e de promoção da conservação e do uso sustentável das florestas no bioma amazônico.
A segunda oportunidade, segundo os autores, são as mudanças recentes nas indústrias de carne e soja, principais motores do desflorestamento amazônico, que começaram a cortar de suas cadeias produtivas empresas que lucram com o desmatamento.
“De acordo com nossa análise, esses desenvolvimentos recentes finalmente tornaram viáveis o fim do desflorestamento na Amazônia brasileira, o que poderá resultar em uma redução de 2% a 5% nas emissões globais de carbono”, destacaram os autores.
Nepstad e colegas estimaram os custos de um programa de dez anos para acabar com o desflorestamento e destacaram os benefícios dessa diminuição, como redução nas queimadas, na poluição do ar, em enchentes e na perda da biodiversidade, entre outros.
O custo estimado estaria entre US$ 7 bilhões e US$ 18 bilhões, incluindo apoio a comunidades locais e melhoria no gerenciamento na fiscalização de áreas protegidas. O montante poderia ser compensado, apontam os autores, por mecanismos como a Redução de Emissões para o Desmatamento e Degradação (REDD), em negociação no tratado climático das Nações Unidas, ou o recebimento de créditos de carbono.
O artigo The End of Deforestation in the Brazilian Amazon, de Daniel Nepstad e outros, pode ser lido por assinantes da Science em www.sciencemag.org.
Agência FAPESP – O surgimento de duas oportunidades históricas pode diminuir e até mesmo acabar com o processo de desflorestamento na Floresta Amazônia. A constatação está em artigo publicado por cientistas do Brasil e dos Estados Unidos na nova edição da revista Science.
Daniel Nepstad, do Woods Hole Research Center (Estados Unidos), da Universidade Federal do Pará e do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia, e colegas discutem as duas oportunidades que não podem ser perdidas.
A primeira é o compromisso do governo federal brasileiro, anunciado em 2008, de reduzir o desflorestamento na Amazônia em 80% até 2020. Iniciativa que conta com apoio das Nações Unidas e da Noruega, que se comprometeu a doar até US$ 1 bilhão para o Fundo Amazônia.
Gerido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o fundo tem por finalidade captar doações para investimentos não-reembolsáveis em ações de prevenção, monitoramento e combate ao desmatamento e de promoção da conservação e do uso sustentável das florestas no bioma amazônico.
A segunda oportunidade, segundo os autores, são as mudanças recentes nas indústrias de carne e soja, principais motores do desflorestamento amazônico, que começaram a cortar de suas cadeias produtivas empresas que lucram com o desmatamento.
“De acordo com nossa análise, esses desenvolvimentos recentes finalmente tornaram viáveis o fim do desflorestamento na Amazônia brasileira, o que poderá resultar em uma redução de 2% a 5% nas emissões globais de carbono”, destacaram os autores.
Nepstad e colegas estimaram os custos de um programa de dez anos para acabar com o desflorestamento e destacaram os benefícios dessa diminuição, como redução nas queimadas, na poluição do ar, em enchentes e na perda da biodiversidade, entre outros.
O custo estimado estaria entre US$ 7 bilhões e US$ 18 bilhões, incluindo apoio a comunidades locais e melhoria no gerenciamento na fiscalização de áreas protegidas. O montante poderia ser compensado, apontam os autores, por mecanismos como a Redução de Emissões para o Desmatamento e Degradação (REDD), em negociação no tratado climático das Nações Unidas, ou o recebimento de créditos de carbono.
O artigo The End of Deforestation in the Brazilian Amazon, de Daniel Nepstad e outros, pode ser lido por assinantes da Science em www.sciencemag.org.
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
Mais um ganho e aplicação dos MAPAS DO BIOTA
Mapas e fundamentos para políticas públicas
6/11/2009
Por Fábio de Castro
6/11/2009
Por Fábio de Castro
Agência FAPESP – Com base em dados científicos produzidos pelo Programa Biota-FAPESP, a Secretaria de Meio Ambiente (SMA) publicou resolução que amplia as exigências de recuperação de vegetação por parte das mineradoras no Estado de São Paulo.
Os novos critérios, estabelecidos a partir dos mapas “Áreas prioritárias para incremento da conectividade” e “Áreas prioritárias para criação de Unidades de Conservação”, produzidos pelo Biota-FAPESP, passam a valer para todos os novos processos de licenciamento ambiental no setor e para ampliações de atividades de mineração.
A Resolução da SMA 74, publicada no dia 20 de outubro, tem o objetivo de aprimorar as medidas existentes para reduzir os impactos ambientais causados pelo setor de mineração – uma “atividade modificadora do meio ambiente, que pode gerar impactos à paisagem, à topografia e ao solo”, como destaca o texto.
Com a resolução, a emissão das licenças prévias e de instalação de novos empreendimentos de mineração – assim como a ampliação daqueles já existentes – fica condicionada à revegetação de uma área correspondente à área de extração. Mas a escala de área de vegetação varia de acordo com a classificação presente nos mapas do Biota-FAPESP.
O sistema é escalonado. A mineradora que pretender realizar extrações em áreas prioritárias correspondentes às escalas 1 e 2 do mapa deverá reflorestar uma área igual à que for desmatada. Em áreas classificadas como escalas de 3 a 5, a revegetação terá que ocorrer em áreas duas vezes maior que a do empreendimento. Para projetos localizados nas escalas 6 a 8 do mapa, com maior prioridade de conservação, as mineradoras deverão reflorestar área seis vezes maior que a área impactada.
Segundo a assessora da Coordenadoria de Biodiversidade e Recursos Naturais (CBRN) da SMA, Neide Araujo, a resolução amplia significativamente as medidas necessárias para a mitigação dos impactos ambientais das atividades de mineração. “A SMA entendeu que havia necessidade de ampliar a mitigação de impactos dessa atividade. A resolução define, portanto, que a revegetação exigida das mineradoras quando elas pedem aprovação de um projeto será proporcional ao tamanho da área a ser degradada”, disse Neide à Agência FAPESP.
De acordo com ela, no entanto, essa proporcionalidade seguirá a importância ambiental, para o Estado de São Paulo, da área degradada pela mineradora. “Era preciso ter um critério objetivo para definir a importância de cada área em termos de conservação. O subsídio para auferir essa importância foi fornecido pelos estudos feitos no âmbito do Biota-FAPESP”, explicou.
O coordenador do Biota-FAPESP, Carlos Alfredo Joly, lembra que, antes da nova resolução com foco nas atividades de mineração, os diversos mapas de áreas prioritárias para conservação e recuperação da biodiversidade produzidos pelo programa resultaram em várias outras aplicações em sustentação de políticas públicas.
“A multiplicação das resoluções, decretos e atos normativos do governo paulista com base nos mapas do Biota-FAPESP decorre da solidez da base de dados e da precisão das ferramentas de ecologia da paisagem utilizadas no projeto que gerou esses mapas. Portanto é de se esperar que por muito tempo os resultados do programa continuem sendo utilizados para aperfeiçoar políticas de conservação e recuperação da biodiversidade paulista”, disse à Agência FAPESP.
Uma das aplicações mais recentes dos mapas produzidos pelo programa consistiu em fornecer dados para a elaboração de um Ato Normativo do Grupo de Atuação Especial de Defesa do Meio Ambiente (Gaema), que estabelece prioridades de atuação do Ministério Público Estadual no que diz respeito à identificação e repreensão das atividades causadoras de degradação ambiental em território paulista.
Antes disso, os mapas forneceram à Secretaria de Agricultura uma ferramenta para o zoneamento agroambiental para o setor sucroalcooleiro – o primeiro adotado por um Estado a partir de parâmetros hidrográficos, físicos, topográficos e climáticos.
Em 2008, os mapas foram base para uma resolução da Secretaria do Meio Ambiente que determinou que a autorização para supressão de vegetação nativa em território paulista deve se basear no mapa Áreas prioritárias para incremento da Conectividade.
Em 2007, outros três mapas temáticos elaborados com dados obtidos no âmbito do Biota-FAPESP também foram incorporados para subsidiar ações de planejamento, fiscalização e recuperação da biodiversidade pela Secretaria do Meio Ambiente de São Paulo.
Também em 2007, o programa estabeleceu parceria com a Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb) para desenvolver ferramentas que garantam a qualidade dos dados gerados pelos sistemas de monitoramento do sistema aquático paulista. Degradação recuperada.
Segundo Joly, a nova resolução da SMA, assim como as outras iniciativas anteriores que tratam da restauração e recuperação de áreas degradadas, remete a um dos principais desafios do Programa Biota-FAPESP nos próximos dez anos.
“A questão da recuperação de áreas degradadas é tão prioritária que foi incorporada ao nome do programa, que passa a ser Caracterização, Conservação, Recuperação e Uso Sustentável da Biodiversidade do Estado de São Paulo”, disse Joly.
“A questão da recuperação de áreas degradadas é tão prioritária que foi incorporada ao nome do programa, que passa a ser Caracterização, Conservação, Recuperação e Uso Sustentável da Biodiversidade do Estado de São Paulo”, disse Joly.
De acordo com Joly, que é professor do Instituto de Biologia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), o conhecimento disponível atualmente permite a implantação de bons projetos de recuperação da vegetação nativa, inclusive com a preocupação de recuperar a variabilidade genética das espécies arbóreas utilizadas. Mas, em termos da reintrodução de fauna, o conhecimento ainda é incipiente.
“Sem a presença de, por exemplo, dispersores, a dinâmica natural de recrutamento de novos indivíduos das espécies inicialmente plantadas pode ficar seriamente prejudicada e comprometer a longevidade da recuperação florestal implantada. Portanto é imprescindível investir significativamente em pesquisas com este cunho, para podermos, de fato, recuperar a biodiversidade de áreas degradadas”, destacou.
O programa realizará, nos dias 9 e 10 de novembro, na sede da FAPESP, o evento The Biota-FAPESP International Workshop on Applied Ecology and Human Dimensions in Biological Conservation. O workshop contará com a participação de palestrantes do Brasil e do exterior, que discutirão temas como ecologia histórica, direções em conservação, uso de ferramentas moleculares, ecologia aplicada e perda da diversidade e doenças infecciosas.
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
I Encontro Paulista de Biodiversidade
Por meio de sua Coordenadoria de Biodiversidade e Recursos Naturais e do Projeto de Recuperação de Matas Ciliares, a Secretaria de Estado do Meio Ambiente promove, entre 16 e 18 de novembro de 2009, o I Encontro Paulista de Biodiversidade.
Com foco na temática “Florestas e Sustentabilidade”, neste I Encontro será discutida a situação
atual e cenários futuros da cobertura vegetal do Estado de São Paulo e políticas públicas relacionadas, além de metodologias para a restauração e monitoramento florestal, abordando experiências voltadas a florestas e sustentabilidade.
O público-alvo do I Encontro Paulista de Biodiversidade são técnicos, lideranças e representantes de entidades ambientalistas, de agricultores e das diversas esferas de governo, profissionais da imprensa e estudantes.
O evento terá em sua programação conferências, palestras, mesas de debates e divulgação de experiências de restauração florestal, em apresentações e painéis. Dentre os projetos apresentados, os melhores, conforme a escolha do público participante,serão premiados ao final do evento.
Mais informações em: http://www.sigam.ambiente.sp.gov.br/Sigam2/Default.aspx?idPagina=7349
Com foco na temática “Florestas e Sustentabilidade”, neste I Encontro será discutida a situação
atual e cenários futuros da cobertura vegetal do Estado de São Paulo e políticas públicas relacionadas, além de metodologias para a restauração e monitoramento florestal, abordando experiências voltadas a florestas e sustentabilidade.
O público-alvo do I Encontro Paulista de Biodiversidade são técnicos, lideranças e representantes de entidades ambientalistas, de agricultores e das diversas esferas de governo, profissionais da imprensa e estudantes.
O evento terá em sua programação conferências, palestras, mesas de debates e divulgação de experiências de restauração florestal, em apresentações e painéis. Dentre os projetos apresentados, os melhores, conforme a escolha do público participante,serão premiados ao final do evento.
Mais informações em: http://www.sigam.ambiente.sp.gov.br/Sigam2/Default.aspx?idPagina=7349
terça-feira, 27 de outubro de 2009
Tese do resfriamento global ganha força entre estudiosos
Da Redação, com informações do Jornal da Band
cidades@eband.com.br
A dois meses do Congresso Mundial sobre Mudanças Climáticas, na Dinamarca, a teoria de que o planeta estaria esfriando, ao invés de aquecer, tese mais aceita, tem ganhado força entre cientistas.
cidades@eband.com.br
A dois meses do Congresso Mundial sobre Mudanças Climáticas, na Dinamarca, a teoria de que o planeta estaria esfriando, ao invés de aquecer, tese mais aceita, tem ganhado força entre cientistas.
No Brasil, um dos principais defensores desta teoria é Luis Carlos Molion, físico com pós-doutorado na Inglaterra e experiência de 25 anos à frente do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais). A tese é fundamentada no princípio de que a Terra tem um ciclo natural de aquecimento e resfriamento que dura em média 60 anos. Os oceanos são os responsáveis por regular a temperatura do planeta e, de acordo com pesquisas internacionais, estão perdendo calor.
Segundo Molion, reduzir as emissões de gás carbônico (CO²) não teria efeito nenhum sobre as mudanças climáticas, já que “os fluxos naturais de carbono entre oceano, vegetação, solos, e atmosfera somam 200 bilhões de toneladas por ano”. O homem seria responsável por apenas seis toneladas. Para ele, a grande divulgação da teoria de aquecimento global serve aos interesses dos países desenvolvidos, já que os acordos sobre mudanças climáticas preveem que as nações mais pobres precisam reduzir as emissões de CO².
Apesar disso, as temperaturas nas cidades têm crescido por conta do fenômeno conhecido como ilha de calor, quando o calor do sol aquece diretamente concreto e asfalto, e não árvores e rios, e eleva os termômetros.
Clique no link e assista á reportagem:
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
Congresso Brasileiro de Unidades de Conservação
VI CBUC encerra convocando continuidade da luta pelas UCs
Durante cinco dias, o VI Congresso Brasileiro de Unidades de Conservação reuniu cerca de 1.200 pessoas de várias regiões e países, que participaram de conferências e simpósios sobre diversos temas relacionados a unidades de conservação: pagamento por serviços ambientais e ecossistêmicos, impactos ambientais provocados pela exploração das reservas de petróleo ultra-profundo, entre outros temas referentes aos desafios de aliar conservação da natureza ao desenvolvimento econômico.
Dentre os destaques do congresso, estavam os debates sobre mudanças climáticas, que deixaram claro que a sociedade precisa se mobilizar para que o Brasil assuma posição de líder na COP 15 (15ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas), que acontece em dezembro, em Copenhague, na Dinamarca. Os debates contaram com a participação do deputado federal Rodrigo Rocha Loures (PMDB/PR), do diretor executivo do Greenpeace no Brasil, Marcelo Furtado, e do pesquisador Philip Fearnside, do INPA (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia), entre outros debatedores. O prefeito de Curitiba, Beto Richa, também participou do primeiro debate anunciando a implantação do Fórum de Curitiba para Mudanças Climáticas, que vai preparar a cidade para as mudanças necessárias.
Para Malu Nunes, coordenadora do VI CBUC, o congresso foi o fórum legal para que se implementem novas medidas de proteção às unidades de conservação e para que o governo federal tome uma posição oficial em relação a COP 15. “Temos que sair na frente dos demais para proteger a nossa biodiversidade e o futuro do planeta”, afirmou.Para o almirante Ibsen de Gusmão Câmara, presidente da Rede Pró-Unidades de Conservação e conselheiro da Fundação O Boticário, o quadro atual remete a uma situação de extinção em massa das unidades de conservação. “A situação da biodiversidade está extremamente séria”, advertiu. “A luta é permanente para que se criem novas unidades de conservação na terra e no mar”, afirmou o almirante. “Não há nada mais nobre no planeta do que tentar salvar o que surgiu há 2,5 bilhões de anos”.
Para saber mais sobre o que foi discutido durante as conferências e simpósios e ouvir depoimentos completos de palestrantes, acesse o site do congresso: www.fundacaoboticario.org.br/cbuc.
Moções e Mudanças Climáticas II
O VI CBUC terminou com a aprovação de oito moções e com a realização do segundo debate sobre Mudanças Climáticas.Entre as moções aprovadas pelos participantes, por unanimidade, está a que pede ao Supremo Tribunal Federal (STF) o julgamento com máxima urgência de ação que garante a integridade territorial das unidades de conservação, sobretudo as de proteção integral.
Outra moção, também de relevância, pede aprovação imediata pelo Congresso Nacional de proposta de emenda constitucional que inclui os biomas Cerrado e Caatinga como patrimônios nacionais.
Das moções aprovadas, uma manifesta total repúdio as alterações feitas pelo Governo Federal nos limites do Parque Nacional da Serra da Canastra, o que coloca em risco sua própria viabilidade ecológica.
O encerramento do VI CBUC foi marcado também pela realização do segundo debate sobre Mudanças Climáticas, com participação do ex-deputado Fábio Feldmann, idealizador do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas e Secretário-executivo do Fórum Paulista de Mudanças Climáticas e Biodiversidade; Tasso Rezende de Azevedo, consultor do Ministério do Meio Ambiente e integrante da equipe do Governo Federal para a COP15; e Antonio Donato Nobre, pesquisador titular do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA) e representante institucional do INPE.Todos foram unânimes em afirmar que o Brasil precisa estabelecer meta para redução de emissão de carbono e implantá-la imediatamente. “O Brasil é um país importante do ponto de vista ambiental e não pode deixar de exercer um protagonismo positivo”, declarou Feldmann.
Para acessar todas as moções aprovadas, clique aqui.
Sobre o CBUC
O Congresso Brasileiro de Unidades de Conservação é promovido pela Fundação O Boticário de Proteção à Natureza desde 1997 e acontece a cada dois anos. O objetivo é disseminar conhecimento e propiciar a troca de experiências entre as pessoas que trabalham pela conservação de áreas naturais no Brasil e no mundo, com o intuito de viabilizar soluções práticas para a preservação da vida na Terra.
Extraído de: http://internet.boticario.com.br/portal/site/fundacao/menuitem.e747c775b885c43fe4e25afce2008a0c?epi_menuGrafico=Sobre_Fundacao&IDNoticia=3b2c75329fa04210VgnVCM1000006f04650aRCRD
Durante cinco dias, o VI Congresso Brasileiro de Unidades de Conservação reuniu cerca de 1.200 pessoas de várias regiões e países, que participaram de conferências e simpósios sobre diversos temas relacionados a unidades de conservação: pagamento por serviços ambientais e ecossistêmicos, impactos ambientais provocados pela exploração das reservas de petróleo ultra-profundo, entre outros temas referentes aos desafios de aliar conservação da natureza ao desenvolvimento econômico.
Dentre os destaques do congresso, estavam os debates sobre mudanças climáticas, que deixaram claro que a sociedade precisa se mobilizar para que o Brasil assuma posição de líder na COP 15 (15ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas), que acontece em dezembro, em Copenhague, na Dinamarca. Os debates contaram com a participação do deputado federal Rodrigo Rocha Loures (PMDB/PR), do diretor executivo do Greenpeace no Brasil, Marcelo Furtado, e do pesquisador Philip Fearnside, do INPA (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia), entre outros debatedores. O prefeito de Curitiba, Beto Richa, também participou do primeiro debate anunciando a implantação do Fórum de Curitiba para Mudanças Climáticas, que vai preparar a cidade para as mudanças necessárias.
Para Malu Nunes, coordenadora do VI CBUC, o congresso foi o fórum legal para que se implementem novas medidas de proteção às unidades de conservação e para que o governo federal tome uma posição oficial em relação a COP 15. “Temos que sair na frente dos demais para proteger a nossa biodiversidade e o futuro do planeta”, afirmou.Para o almirante Ibsen de Gusmão Câmara, presidente da Rede Pró-Unidades de Conservação e conselheiro da Fundação O Boticário, o quadro atual remete a uma situação de extinção em massa das unidades de conservação. “A situação da biodiversidade está extremamente séria”, advertiu. “A luta é permanente para que se criem novas unidades de conservação na terra e no mar”, afirmou o almirante. “Não há nada mais nobre no planeta do que tentar salvar o que surgiu há 2,5 bilhões de anos”.
Para saber mais sobre o que foi discutido durante as conferências e simpósios e ouvir depoimentos completos de palestrantes, acesse o site do congresso: www.fundacaoboticario.org.br/cbuc.
Moções e Mudanças Climáticas II
O VI CBUC terminou com a aprovação de oito moções e com a realização do segundo debate sobre Mudanças Climáticas.Entre as moções aprovadas pelos participantes, por unanimidade, está a que pede ao Supremo Tribunal Federal (STF) o julgamento com máxima urgência de ação que garante a integridade territorial das unidades de conservação, sobretudo as de proteção integral.
Outra moção, também de relevância, pede aprovação imediata pelo Congresso Nacional de proposta de emenda constitucional que inclui os biomas Cerrado e Caatinga como patrimônios nacionais.
Das moções aprovadas, uma manifesta total repúdio as alterações feitas pelo Governo Federal nos limites do Parque Nacional da Serra da Canastra, o que coloca em risco sua própria viabilidade ecológica.
O encerramento do VI CBUC foi marcado também pela realização do segundo debate sobre Mudanças Climáticas, com participação do ex-deputado Fábio Feldmann, idealizador do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas e Secretário-executivo do Fórum Paulista de Mudanças Climáticas e Biodiversidade; Tasso Rezende de Azevedo, consultor do Ministério do Meio Ambiente e integrante da equipe do Governo Federal para a COP15; e Antonio Donato Nobre, pesquisador titular do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA) e representante institucional do INPE.Todos foram unânimes em afirmar que o Brasil precisa estabelecer meta para redução de emissão de carbono e implantá-la imediatamente. “O Brasil é um país importante do ponto de vista ambiental e não pode deixar de exercer um protagonismo positivo”, declarou Feldmann.
Para acessar todas as moções aprovadas, clique aqui.
Sobre o CBUC
O Congresso Brasileiro de Unidades de Conservação é promovido pela Fundação O Boticário de Proteção à Natureza desde 1997 e acontece a cada dois anos. O objetivo é disseminar conhecimento e propiciar a troca de experiências entre as pessoas que trabalham pela conservação de áreas naturais no Brasil e no mundo, com o intuito de viabilizar soluções práticas para a preservação da vida na Terra.
Extraído de: http://internet.boticario.com.br/portal/site/fundacao/menuitem.e747c775b885c43fe4e25afce2008a0c?epi_menuGrafico=Sobre_Fundacao&IDNoticia=3b2c75329fa04210VgnVCM1000006f04650aRCRD
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