sexta-feira, 3 de abril de 2009

SC aprova Código Ambiental que reduz área protegida

Encontrei uma noticia que chega a ser bizarra, passando por cima do Código Florestal, que é uma lei Federal....
A lei abaixo é estadual, de SC, e como sabemos, não existe a possibilidade de uma lei estadual ser mais restritiva que a legislação federal....
Resta saber se a restrição da qual falamos é dos agricultores ou conservacionistas?! Enquanto houver desacordo entre Ministérios e Secretarias da Agricultura e Meio Ambiente, não conseguiremos caminhar para a tal "produção sustentavél"...


FLORIANÓPOLIS - A Assembleia Legislativa de Santa Catarina aprovou na noite de hoje um novo Código Ambiental que diminui a área de preservação determinada pelo Código Florestal Brasileiro. Entre as principais mudanças está a redução da área de proteção das matas ciliares, às margens dos rios, de 30 para 5 metros. No caso das nascentes fluviais, a área cai de 50 para 10 metros. O novo Código foi aprovado por 31 deputados dos 38 presentes no plenário. Os agricultores vibraram com a aprovação do Projeto de Lei 238/2008, que seguirá agora para o governador do Estado Luiz Henrique da Silveira, que deve sancionar a legislação em 30 dias.



Em um de seus dispositivos está prevista a remuneração, por parte do poder público, de agricultores que desenvolverem e executarem projetos que possam preservar o meio ambiente. Os agricultores também vão contar com a gratuidade dos licenciamentos ambientais, além de usufruírem de um fundo de compensação ambiental, a ser criado pelo governo.



Para o ambientalista e biólogo Juliano Albano, o projeto de lei foi aprovado sem conteúdo ambiental. "É um desrespeito com as leis federais. Foi aprovado sem critério e de forma irresponsável. As gerações futuras é que sofrerão com o que foi decidido aqui", protestou, dizendo que o Código é inconstitucional. Relator do projeto, o deputado Romildo Titon (PMDB), rebateu: "Fizemos inúmeras consultas à Ordem dos Advogados do Brasil e estamos muito à vontade, mas nada impede que lá na frente possamos reformulá-lo", afirmou o parlamentar governista. O território catarinense conta com 41% de mata e 168 mil hectares de matas ciliares.

quinta-feira, 26 de março de 2009

VI Congresso Brasileiro de Unidades de Conservação

Inscrições abertas para o VI Congresso Brasileiro de Unidades de Conservação. O evento ocorrerá em Curitiba, de 20 a 24 de setembro de 2009. Mais informações podem ser obtidas em http://www.fundacaoboticario.org.br.

sexta-feira, 6 de março de 2009

Fitossanidade de árvores nativas

CONVITE

1a PALESTRA

Titulo: Fitossanidade de espécies arbóreas nativas – estudos de casos no município de Campinas
Palestrantes: Ms. Thiago Conforti
Dia: 12 de março de 2009
Horário: 14:00 h
Local: Centro de Fitossanidade ----- (Faz. Santa Elisa).------Prédio da Fitopatologia
Av. Theodureto de Almeida Camargo, 1500, airro Nossa Senhora Auxiliadora, Campinas, SP.

Assunto: As espécies arbóreas nativas são encontradas invariavelmente nos remanescentes de vegetação natural, e também, com alta freqüência para algumas espécies, em parques municipais e jardins residenciais. Assim, as árvores nativas permeiam uma variedade de ambientes, tanto no meio urbano, como também no rural. Nos últimos 10 anos, o município de Campinas tem apresentado casos mais específicos de doenças e pragas nas suas árvores nativas, nos mais variados ambientes, sobretudo nos remanescentes de vegetação natural. Os sintomas observados nas árvores são diversificados, mas sempre, ao longo do desenvolvimento do processo, os indivíduos acabam secando em parte de suas copas, e muitas vezes, até mesmo por inteiro. Alguns organismos associados às mortalidades das árvores, como fungos patogênicos e insetos broqueadores, já tiveram suas espécies identificadas. A palestra tem o objetivo apresentar esses resultados e discutir possibilidades de ação, controle e monitoramento para esse problema de fitossanidade arbórea regional.

Público: pesquisadores, agrônomos, produtores, técnicos, alunos de pós-graduação e de iniciação científica.

Participação livre

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Floresta desmatada não recupera diversidade, diz MPEG

Após 40 anos, mata secundária só tem 35% das espécies originais.Expectativa de vida desse tipo de vegetação, porém, é bem menor.
Da Agência Estado
A constatação de que 20% das áreas desmatadas da Amazônia têm florestas em regeneração coloca o Brasil no centro de uma discussão internacional sobre o valor ecológico das florestas secundárias. Estudos de longo prazo realizados no nordeste do Pará por cientistas do Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG) mostram que, mesmo após 40 anos em repouso, as florestas secundárias da região só recuperaram 35% das espécies arbóreas com mais de 10 centímetros de diâmetro que tinham originalmente.

Segundo cálculos do pesquisador Cláudio Almeida, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), cerca de 132 mil dos 680 mil quilômetros quadrados de florestas derrubadas na Amazônia estavam em processo de regeneração até 2006. E, segundo especialistas, essas florestas podem até se transformar em florestas maduras, mas dificilmente recuperam a diversidade de espécies que tinham originalmente. Uma área de florestas secundárias (ou capoeiras) equivalente a tudo que foi desmatado na Amazônia nos últimos sete anos (de 2002 a 2008), suficiente para cobrir de mata os Estados de Pernambuco e Alagoas.

À primeira vista, pode parecer que sete anos de desmatamento foram “desfeitos”. Mas a simplicidade dos números esconde uma teia de fatores ecológicos altamente complexos. Além da regeneração, o tempo para regeneração é insuficiente. Segundo Almeida, a expectativa média de vida de uma floresta secundária na Amazônia brasileira é de apenas cinco anos, até ser cortada e queimada novamente. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Programa da Esalq/USP recupera mata atlântica

SÃO PAULO - Em meio à polêmica sobre a exploração econômica da área de reserva legal, um projeto desenvolvido pelo Laboratório de Ecologia e Restauração Florestal da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP mostra que é possível conciliar a restauração de florestas nativas de mata atlântica com o manejo sustentável de seus recursos naturais. O projeto Restauração Florestal e Aproveitamento Econômico venceu a última edição do Prêmio Ford de Conservação Ambiental na categoria negócios em conservação.

Estamos testando a possibilidade de restaurar com ênfase no aproveitamento econômico sustentável, e está dando certo. O prêmio é um reconhecimento de que essa iniciativa é boa?, afirma o coordenador do projeto, Ricardo Ribeiro Rodrigues. Implantado em 2007 como modelo em uma área de 300 hectares de uma propriedade particular na região de Campinas (99 km de São Paulo), o projeto deverá ser aplicado em outros trechos de reserva legal.

As técnicas utilizadas possibilitam a produção sustentável de frutíferas, melíferas, plantas medicinais e madeira em três estágios de crescimento, com ciclos alternados de exploração que variam de 10 a 12 anos. O projeto faz parte do Programa de Adequação Ambiental de Propriedades Rurais, criado pela Esalq há dez anos. Cerca de 30 pessoas formam a equipe que trabalha na proteção e recuperação de fragmentos da mata atlântica em Áreas de Proteção Permanente (APP) e em áreas de reserva legal localizadas em propriedades rurais ocupadas por atividades agrícolas. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

sábado, 3 de janeiro de 2009

Boas vindas

Caros colegas, desejo a todos um excelente ano de 2009. Que o blog sirva como mais um veículo de integração entre a equipe e, agora que está aberto, à comunidade científica da restauração ecológica.
O ano, mesmo com as previsões pessimistas, parece reservar a continuidade dos projetos de adequação ambiental, novos ingressantes no laboratório, a continuidade dos atuais estudos, a reforma do site, a retomada do livro sobre adequação ambiental, a reforma no nosso espaço físico, o aumento nos intercâmbios técnico-científicos, cursos a serem ministrados e muitas, mas muitas mudas e sementes de espécies nativas plantadas por São Paulo e pelo Brasil afora.
Temos muito trabalho a frente, e não dá para fraquejar. Tudo de bom em 2009!

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

13º Prêmio Ford de Conservação Ambiental

O LERF ganhou o 13º Prêmio Ford de Conservação Ambiental, na categoria Negócios em Conservação. Vejam no link http://www.conservation.org.br/noticias/noticia.php?id=369

O prêmio foi concedido especialmente devido ao projeto de aproveitamento comercial na Fazenda Guariroba. Parabéns aos que diretamente participaram desse projeto, desde sua concepção até implantação e monitoramento, como a Gabi, Nino e Andrezza, além, claro, do Ricardo, André e Sérgius.